Não se faz necessário auxiliar esperando algo em troca, pois isso deixa de ser um auxílio desinteressado e distante da verdadeira caridade. Entretanto, reconhecemos que a ingratidão pode ferir profundamente o coração humano.
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Muitos daqueles que ajudamos, seja com recursos materiais ou imateriais, estão enfrentando graves desafios espirituais e emocionais. Suas almas encontram-se tão mergulhadas na dor que, mesmo diante de nossa dedicação, não conseguem perceber a magnitude do auxílio recebido. Para eles, nossa ajuda parece apenas apagar temporariamente um incêndio, enquanto acreditam que outro estará prestes a começar.
Esses irmãos, em sua cegueira momentânea, esperam milagres impossíveis vindos de nossas mãos humanas. Mas lembremo-nos das palavras de Jesus: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mal grado ouviram com seus ouvidos, e fecharam os seus olhos; para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem compreendam com o coração” (Mateus 13:15). O verdadeiro milagre só pode ser operado por Deus, no tempo oportuno e segundo o merecimento de cada espírito.
Portanto, meu irmão ou minha irmã, não busque reconhecimento humano e material por suas ações. A recompensa mais valiosa vem do plano espiritual, onde cada gesto de bondade é registrado e retorna à sua consciência em forma de paz e elevação.
Quando você ajudar alguém, celebre essa oportunidade com alegria. Ser aquele que pode estender a mão é um privilégio, uma demonstração de que você superou desafios e hoje tem a condição de oferecer. O maior aprendizado reside no ato de dar, não de receber.
A gratidão deve nascer primeiro em você. Seja grato por ser um instrumento de Deus na Terra, capaz de socorrer aqueles que enfrentam necessidades maiores. Não permita que as sombras da ingratidão o envolvam e tirem o brilho de sua caridade. Pergunte-se: será que, ao se entristecer pela ausência de reconhecimento humano, você mesmo não está sendo ingrato?
Ingrato com a vida que o formou.
Ingrato com Deus, que lhe confiou a missão de servir.
Ingrato com o universo, que lhe oferece oportunidades de aprendizado e evolução.
Reflita sobre gratidão e ingratidão. Muitas vezes, ao esperar algo em troca, somos nós os verdadeiros ingratos, esquecendo-nos de tudo o que já recebemos e conquistamos.
O Mestre nos ensinou: “De graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:8). Assim, sigamos o exemplo do Cristo, reconhecendo que cada ato de amor desinteressado é uma semente que plantamos para nossa própria elevação espiritual.
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